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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

Mensagem do Sr. Koichiro Matsuura,
Director Geral da UNESCO,
comemoração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

23 de Abril de 2009


Desde 1996, o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, que se celebra a 23 de Abril, proporciona-nos uma ocasião singular de meditar sobre os novos desafios que se colocam ao livro, concebido este ao mesmo tempo como indústria editorial, obra de arte e ferramenta essencial para conseguir uma educação de qualidade para todos.

Cabe situar este Dia Mundial no âmbito do Decénio das Nações Unidas da Alfabetização (2003-2012), que tem por lema “A alfabetização: um caminho para a liberdade”, com o fim de evocar a dimensão emancipadora do livro.

Esta articulação resulta especialmente necessária, sobretudo se queremos que o livro seja um vector primordial de alfabetização para todos os seres humanos e, em particular, para os grupos sociais marginalizados, num momento em que um em cada cinco adultos não sabe ler nem escrever.

Instrumento que permite conhecer e partilhar, o livro deve servir a educação, a plena realização e a autonomia da pessoa. Neste sentido, é um instrumento que contribui para tornar realidade o direito universal à educação e à participação efectiva de todos na vida social, política e cultural.

Além disso, é preciso insistir – agora que acabamos de celebrar o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos – em que o livro não é nada se não garantirmos a sua livre circulação. Com efeito, é essa “livre circulação das ideias por meio da palavra e da imagem”, consagrada na Constituição da UNESCO, o que deve continuar a ser objecto da nossa atenção constante hoje em dia, para continuar a promover o acesso universal ao livro.

É evidente que em relação à questão do livro e da sua difusão o que está em jogo é ao mesmo tempo a nossa compreensão da autêntica educação de qualidade para todos e o respeito pela universalidade dos direitos humanos e das liberdades fundamentais para todos.

No momento da 14ª edição do Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, convido solenemente todos os países, os associados e os amigos da UNESCO a que nos acompanhem numa reflexão comum sobre a função que o livro desempenha nas nossas políticas educativas e culturais, e a sua contribuição para fomentar a diversidade criativa, uma dimensão que é hoje mais útil que nunca.

Koichiro Matsuura

quarta-feira, 22 de abril de 2009

23 de Abril



















terça-feira, 21 de abril de 2009

DIA MUNDIAL DO LIVRO 2009

O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia faleceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare.
A ideia da comemoração teve origem na Catalunha: a 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.

Passatempos “Dia Mundial do Livro 2009 e dos Direitos de Autor"

No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Poesia (21 de Março) e Dia Mundial do Livro (23 de Abril), a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas organiza três passatempos: Torneio poético de evocação de António Botto e Jorge de Sena, Um livro numa frase e Um livro numa foto.
O torneio poético de evocação de António Botto, por ocasião da passagem de cinquenta anos sobre a morte do poeta, e de Jorge de Sena, no nonagésimo aniversário do seu nascimento, destina-se estudantes do 3º ciclo do ensino básico e do ensino secundário.
O passatempo Um livro numa frase, destina-se aos alunos do 1º e 2º ciclos, que, durante o mês de Abril, deverão ler um livro e escrever uma frase que promova esse livro junto dos colegas. Por que motivo gostaram, o que é que sentiram, como é que o resumiriam são algumas das perguntas que poderão estar na origem da frase.
Um livro numa foto destina-se a alunos do 3º ciclo e do ensino secundário. Para participarem no passatempo, os alunos são convidados a tirar uma fotografia que retrate uma situação de leitura ou que de alguma forma esteja relacionada com livros.
Saiba como participar nos passatempos e obtenha mais informações no site da DGLB



Rui Beja admite que os livros são caros mas culpa o pequeno número de leitores
Isabel Alçada responsabiliza populaçao pequena e com poucos hábitos de leitura
Os últimos dados do Eurobarómetro, referentes a 2007, indicam que 49 por cento dos portugueses não leram um livro no ano anterior, numa percentagem só ultrapassada por Malta. O Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor foi este ano pretexto para a Marktest saber como é que os portugueses se relacionam com a leitura. O estudo mostra que 63 por cento dos adultos não leram um livro no último mês e que as mulheres lêem mais do que os homens, talvez por isso, e ainda segundo o estudo, os romances são as obras preferidas de um terço dos leitores. «O Equador», de Miguel Sousa Tavares, é o título mais referido como a leitura mais recente. As referências dispersam-se por muitos títulos diferentes, mas os mais citados são «A Bíblia», «A Viagem do Elefante» de José Saramago, «As Palavras que Nunca te Direi» de Nicholas Sparks ou «Maddie: A Verdade da Mentira» de Gonçalo Amaral. Outro estudo do Plano Nacional de Leitura, publicado em 2007, chegou a conclusões semelhantes sobre os hábitos de leitura dos portugueses. Cerca de 52% dos portugueses admite não ter lido um único livro no ano anterior e o preço era uma das principais justificações para mais de metade dos leitores. O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros - APEL, Rui Beja, admite que os livros são caros comparando com outros países, mas culpa o pequeno número de leitores. O representante dos editores explica que «as tiragens reflectem-se num mercado que é restrito e isso faz com os livros não possam ter um preço tão baixo como nos mercados de grande dimensão com níveis de literacia e hábitos de leitura bastante superiores aos que temos em Portugal». Isabel Alçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura, partilha da mesma opinião e dá o exemplo dos países do Norte da Europa, onde uma população com maior formação escolar aumenta o número de leitores, diminuindo o preço dos livros.
 
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